|
As Diretrizes do IPCC para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa foram aprovadas internacionalmente e desenvolvidas por meio de um processo internacional que compreendeu:
-
A ampla disseminação dos relatórios preliminares e o recebimento de comentários de especialistas nacionais;
-
o teste de métodos mediante o desenvolvimento de inventários preliminares;
-
estudos de países que asseguram que os métodos sejam testados em uma ampla variedade de contextos nacionais;
-
workshops técnicos e regionais realizados na África, Ásia, América Latina, Europa Central e Europa Ocidental;
-
a reunião de grupos informais de especialistas para fazer recomendações de como aperfeiçoar aspectos específicos da metodologia
As Diretrizes do IPCC foram aceitas pela primeira vez em 1994 e publicadas em 1995. A Conferência das Partes (COP 3) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) realizada em 1997 na cidade de Quioto reafirmou que as Diretrizes Revisadas do IPCC de 1996 para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa devem ser usadas como "metodologias para a estimativa de emissões antrópicas por fontes e remoções por sumidouros de gases de efeito estufa" na avaliação de metas de obrigatoriedade legal durante o primeiro período de compromisso.
As Diretrizes Revisadas do IPCC de 1996 são compostas por três volumes que auxiliam o analista na elaboração de inventários nacionais de gases de efeito estufa. O Manual de Trabalho (Volume 2) também encontra-se disponível em Francês, Espanhol e Russo.
A série é composta por três volumes:
As Instruções para a Elaboração de Relatórios (Volume 1) fornecem orientações passo a passo para a coleção, documentação e transmissão de dados completos de inventários nacionais de forma consistente, independentemente do método usado para produzir as estimativas. Essas instruções são destinadas a todos os usuários das Diretrizes do IPCC e fornecem os principais meios para se garantir que todos os relatórios sejam consistentes e comparáveis.
O Manual de Trabalho (Volume 2) contém sugestões sobre o planejamento e início de um inventário nacional para participantes que ainda não dispõem de um e que não têm experiência na produção de tais inventários. Também contém instruções passo a passo para o cálculo de emissões de dióxido de carbono (CO2) e de metano (CH4), assim como outros gases residuais, provenientes de seis categorias principais de fontes de emissão. O Manual pretende auxiliar especialistas no maior número de países possível a iniciar a elaboração de inventários.
O Manual de Referência (Volume 3) fornece um compêndio de informações sobre métodos para a estimativa de emissões relativos a uma maior variedade de gases de efeito estufa e uma lista completa de tipos de fontes para cada um deles. Ele resume uma série de métodos possíveis para vários tipos de fonte. O manual também resume a base científica para os métodos de inventário recomendados e trás referências extensas à literatura técnica. |