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Gestão da Qualidade

Gestão da Qualidade

Na atualidade, as economias mundiais passam por processos de globalização, com a liberalização dos mercados exigindo o crescimento e a modernização da indústria e da prestação de serviços, baseados não só na inovação e incorporação de novas tecnologias, mas também no dinheiro e na capacidade gerencial das empresas que devem promover a competição de forma agressiva e em crescentes níveis de qualidade e produtividade.

Planos estratégicos, planos de negócios ou planos de metas eram elaborados por mais de metade das empresas, sendo que destes 46% com atualização sistemática e 54% sem periodicidade fixa para revisão, o que corresponde a 27% e 31% da amostra global, respectivamente. (vide Tabela 15)

Dentre as quase 500 empresas que elaboravam ou estavam implantando seus planos, 69% incluiam metas ou diretrizes para a qualidade nesses planos, sendo 40% de forma sistemática e 29%, eventualmente. (vide Tabela 16)

Planos e metas não devem ser estabelecidos para serem esquecidos e são dinâmicos, exigindo aperfeiçoamentos e mudanças contínuos.

A qualidade de produtos e serviços pode ser medida, não bastando que a empresa "ache" que a tem. Um pouco menos de um terço da amostra pesquisada coletava tais indicadores sistematicamente e fração semelhante, quando julgado necessário. (vide Tabela 17)

A técnica de pontos por função (function point) era usada para fazer medições em menos de 15% das empresas. (vide Tabela 18)

Um grande número de empresários já reconhece que investimentos em qualidade produzem resultados extremamente positivos; não fazer nada é que custa caro, de tal modo que os prejuízos causados pela imagem de uma empresa associada à má qualidade podem ser incalculáveis.

Contabilidade de custos da qualidade era mantida com regularidade em 6% das empresas e em mais 9%, apenas em projetos específicos. (vide Gráfico 11)

Não se questionou a existência de equipes específicas dedicadas à garantia da qualidade, a partir do entendimento de que toda organização deve-se mobilizar em um movimento pela qualidade. Gerentes dos sistemas da qualidade ou função equivalente exerciam suas atividades em 35% das empresas. (vide Tabela 19)

Programas da qualidade total ou similar implantados foram indicados por mais de 100 empresas, podendo-se observar um número crescente no processo de implantação a cada ano, de tal modo que mais de metade desses programas foram implantados nos anos de 1995 e 1996.  (vide Gráfico 12) e (Gráfico 13)

Vale ressaltar que, na apuração do número de empresas que implantaram programa da qualidade em 1997, foram considerados apenas os meses de janeiro a julho, quando se encerrou o trabalho de campo da pesquisa.

Um total de 45 empresas participantes da pesquisa obtiveram certificação para seus sistemas da qualidade, específicas ou não para a área de desenvolvimento de software. (vide Tabela 20)

A relação das empresas pesquisadas com certificado ISO 9001 ou ISO 9002 é disponibilizada com detalhamento do escopo da certificação alcançada e respectivo organismo certificador. (vide Tabela 21) e (Tabela 22)

O modelo CMM - Capability Maturity Model para classificação do sistema da qualidade de uma equipe ou empresa produtora de software, baseado na capacidade de seu processo de desenvolvimento, era conhecido por 29% das empresas, sendo usado por 5%. (vide Tabela 23) e (Gráfico 14)

Trata-se de modelo proposto por Watts S. Humphrey, a partir de propostas de Philip B. Crosby, que vem sendo aperfeiçoado pelo Software Engineering Institute - SEI da Carnegie Mellon University.

Percentuais inferiores aos observados com relação ao modelo CMM de 18% para conhecimento e 1% para uso foram obtidos com relação ao SPICE - Software Process Improvement and Capability Determination, que futuramente deverá ser a norma ISO/IEC 15504. (vide Tabela 23) e (Gráfico 14)

Este projeto vem sendo desenvolvido na ISO/IEC JTC1/SC7 - Subcomitê de Engenharia de Software, que tem como objetivo gerar normas para avaliação de processos de software, visando a melhoria contínua do processo e a determinação da sua capacitação. Resultados sem diferenças significativas foram alcançados quanto ao conhecimento e uso de normas ISO/IEC para qualidade. (vide Tabela 24)

Pouco mais de uma dezena de empresas amostradas já teve produtos avaliados por terceiros segundo as normas ISO/IEC 9126 (no Brasil, NBR 13596) ou ISO/IEC 12119, enquanto 30% adotavam procedimentos baseados em outras formas de auto-avaliação. (vide Tabela 25)

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