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Relatório do Workshop Internacional sobre Reservatórios Hidrelétricos, Lagos e Emissões de Gases de Efeito Estufa

Patrocinadores:
 
  • COPPE/UFRJ – Instituto de Estudos de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia / Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Coordenação de Pesquisa em Mudanças Globais – Ministério da Ciência e Tecnologia
  • Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL

 

 

bullet2_m_clima.gif (75 bytes) Introdução

O Workshop Internacional sobre Reservatórios Hidrelétricos, Lagos e Emissões de Gases de Efeito Estufa foi realizado de 04 a 05 de dezembro de 1998 no Rio de Janeiro, com o apoio da COPPE/UFRJ – Instituto de Estudos de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia / Universidade Federal do Rio de Janeiro, Coordenação de Pesquisa em Mudanças Globais – Ministério da Ciência e Tecnologia e Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.

bullet2_m_clima.gif (75 bytes) Antecedentes

Durante a Cúpula da Terra no Rio Ciência-92, a COPPE/UFRJ organizou uma sessão sobre emissões de gases de efeito estufa. Após as discussões nesse seminário, o CRHEA juntou-se à COPPE/UFRJ para propor medidas de fluxo do metano e do dióxido de carbono. O projeto foi aceito pela Eletrobrás e está sendo implementado.

Simultaneamente, a COPPE/UFRJ desenvolveu um método para comparar as emissões futuras de usinas hidroelétricas com as de usinas termoelétricas que serão construídas. Esse método baseou-se em dados de densidade da biomassa e aspectos técnicos das plantas termoelétricas.

Nós admitimos que parte da biomassa submersa no reservatório se decompõe em um curto período de tempo com decaimento exponencial ao longo dos anos e que os troncos e galhos sofrem uma decomposição mais lenta.

Para comparar os efeitos das emissões das hidroelétricas, que mudam com o tempo, com as das termelétricas, que têm uma taxa constante de combustão ao longo do seu tempo de vida, nós introduzimos o problema de comparar as emissões com uma variável de intensidade no tempo.

O Potencial de Aquecimento Global (GWP) foi definido nos relatórios do IPCC de 1992 para comparar simultaneamente as emissões de diferentes gases.

Um método para generalizar o GWP foi desenvolvido pela COPPE/UFRJ. O artigo foi submetido para análise internacional e publicado nas revistas Energy Policy, Ambio e Environmental Conservation Journals.

Os resultados foram usados para auxiliar nas decisões relativas a novas usinas hidroelétricas a serem construídas.

O pior caso foi o da barragem de Balbina com emissões calculadas superiores as de qualquer usina que use carvão como combustível e que forneça a mesma energia. Por outro lado, a barragem de Tucuruí emite uma baixa quantidade de carbono em comparação a uma usina termoelétrica com tecnologia de ciclo combinado e usando gás natural como combustível.

Em 1993, o CRHEA fez medições de fluxo do gás nas barragens de Balbina, Samuel e Tucuruí e foi observado que quanto mais novo o reservatório, mais CH4 é emitido em forma de bolhas.

Os dados de emissões do CRHEA alimentaram o cálculo feito pela COPPE/UFRJ. Os resultados do trabalho foram discutidos no Encontro da Agência Internacional de Energia em Londres, em 1995, do qual participaram a Hydro Quebec e a COPPE/UFRJ. As medições das barragens canadenses foram realizadas pelo UQAM. Nessas medições, há uma forte dominância de CO2 por difusão e nenhuma variação observada ao longo do tempo.

A COPPE/UFRJ teve outra oportunidade de discutir o método com a equipe do UQAM em março de 1996, durante o Seminário da Agência Internacional de Energia Atômica nas instalações da Hydro-Quebec em Montreal.

Ambas as equipes concordaram com os resultados apresentados; a equipe canadense teve contado com a pesquisa experimental durante o seminário patrocinado pela Eletrobrás no Rio de Janeiro, em 1996, com participantes do setor energético brasileiro e de universidades brasileiras.

Os pesquisadores do UQAM apresentaram sua técnica de medições usando câmaras de difusão enquanto o CRHEA, funil para amostra de bolhas. Nesse encontro, não houve consenso sobre uma técnica de medição, visto cada grupo defender a sua como a melhor. Decidimos implementar trabalho de campo com pessoas de ambos os lados numa barragem na Amazônia, seguido de um seminário.

Conforme sugerido pelo UQAM, decidimos indicar o Reservatório de Curuá-Una a 70 km de Santarém, Pará, Brasil. O UQAM tem um cromatógrafo no campus da Universidade Federal do Pará em Santarém e o CHREA instalou um para analisar amostras de gás do reservatório.

Resultados obtidos pelo UQAM e o CRHEA foram discutidos no Workshop Internacional em Santarém e comparações foram feitas entre as medições do UQAM com a Hydro-Quebec e a COPPE/UFRJ com a Eletrobrás.

Além de usar as câmaras de difusão e funis para bolhas, nós sugerimos outras técnicas, como torres para medir fluxos de gases (INPE/INPA), informações transmitidas por satélite de medições diretas na água (INPE/CENA) e laser (UFRJ).

Esse debate estabelece como prioridade a execução de uma campanha em alguns reservatórios brasileiros, cobrindo diferentes latitudes para medir os gases de efeito estufa com o uso de câmaras de difusão e funis. A execução atual da campanha está sendo patrocinada pela Eletrobrás.

bullet2_m_clima.gif (75 bytes) Agenda Científica

  • Visão geral do estado da arte das emissões de gases de efeito estufa provenientes de Reservatórios Hidrelétricos
  • Técnicas de Amostragem de gases de efeito estufa in situ
  • Variação temporal e geográfica dos resultados
  • Técnicas de Medição de gases de efeito estufa (Técnicas Analíticas)
  • Avanços no Desenvolvimento de Métodos de Medição para o Metano e o Dióxido de Carbono.

bullet2_m_clima.gif (75 bytes) Conclusões

        Aspectos Gerais

Durante o workshop, questões de pesquisa relacionadas a estudos de gases traço em reservatórios e lagos no Brasil, Canadá, Chile, Finlândia e Rússia foram discutidas:

  • Variabilidade espacial e temporal dos fluxos de CO2, CH4 e N2O;
  • Correlação das emissões de gases traço com as principais variáveis ambientais (níveis de água, temperatura, pressão do ar, nutrientes) e os processos biogeoquímicos essenciais (produção primária, desnitrificação, geração de metano e oxidação);
  • Aplicação de dados remotos para avaliar fluxos de gases traço de reservatórios e ecossistemas lacustres;
  • Aplicação e desenvolvimento de novas técnicas para estudar os fluxos de gases traço e processo químico biogênico.

Foi mencionado que nos últimos anos resultados significativos do controle das emissões de gases traço por processo biogeoquímico e variáveis ambientais foram recebidos por pesquisadores brasileiros;

Também foi acordado que as medições são tipicamente freqüentes e de curto prazo (raramente passando de um ano);

Foi mencionada a necessidade de construir uma rede brasileira de gases traço, incluindo os tipos mais importantes de reservatórios e lagos em diferentes zonas climáticas, para coordenar e concentrar os pesquisadores;

Foi observada a importância do estudo da dinâmica do carbono e o equilíbrio nos reservatórios, incluindo medições recentes das taxas dos principais processos biogeoquímicos: produtividade primária de material orgânico, decomposição aeróbica e anaeróbica via desnitrificação, redução de Fe3+ e Mn4+ e geração de metano;

Atenção especial foi dada à necessidade de estudo da oxidação do metano em águas e sedimentos. Esse processo será muito importante no controle das emissões de metano provenientes de reservatório;

Novas tecnologias para o estudo dos fluxos de gases traço e processos biogeoquímicos incluem:

    1. Analisadores dos gases traço infravermelhos para medições simultâneas das emissões de CO2, CH4 e N2 O (TGH, Brüll e Kjaert, Dinamarca/Samarkin);
    2. 14C – Técnicas rastreadoras para medir a geração de metano e as taxas de oxidação.

        Pontos e Recomendações Específicas

QUAIS DEVEM SER AS CONSEQÜÊNCIAS FUTURAS DE NOVOS RESERVATÓRIOS HIDRELÉTRICOS

Interesse no ponto de vista energético – Aumento de 5% ao ano

Influência antrópica na mudança do ecossistema

Emissões naturais versus as emissões dos reservatórios

Relações para cortar a floresta

Qual a diferença da ausência de um reservatório em um dado lugar para o Ciclo do C

Como contabilizar o estoque de C por

Alagamento versus crescimento e decaimento da floresta

Infra-estrutura indireta criada pelo Reservatório que leva à perda florestal

Importância dos primeiros níveis altos de gases de efeito estufa que são emitidos

TROCA DE IDÉIAS ENTRE GRUPOS NO BRASIL E DO EXTERIOR

Desenvolver uma página na web

Seminários e workshops

Programas conjuntos

REDE DE SITES DE RESERVATÓRIOS

Estabelecer conjuntos de dados de fluxos de gases de efeito estufa

Estabelecer limnologia, etc.

bullet2_m_clima.gif (75 bytes) Participantes:

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