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Uso de sistemas agroflorestais e alternativos para a recuperação de áreas degradadas na Amazônia

Título do projeto: Uso de sistemas agroflorestais e alternativos para recuperação de áreas degradadas na Amazônia
Coordenador: Michelliny de Matos Bentes-Gama
Instituição executora do projeto de pesquisa /UF: EMBRAPA / Centro de Pesquisa Agroflorestal de Rondônia
Perfil do grupo de pesquisa:emergente


RESUMO
O projeto contribuirá para o estabelecimento de uma rede de pesquisas regional (Região Norte) atuante sobre a recuperação de áreas degradas, convergindo na geração de conhecimento básico que subsidie o desenvolvimento sócio-econômico de comunidades que vivem em ambientes ou áreas degradadas, com diferentes níveis de necessidade de recuperação ambiental. Da mesma forma, permitirá a geração de conhecimento científico sobre espécies apropriadas, bem como arranjos agrossilviculturais de importância econômica e social.  A conjugação dessas metas proporcionará a solidificação de estratégias de monitoramento e manejo de sistemas capazes de ofertar bens e serviços ambientais para diferentes realidades regionais.  Os enfoques, baseados nas necessidades de cada local, proporcionarão uma base para a discussão de políticas públicas direcionadas ao tema recuperação de áreas degradadas na Amazônia.  Além da reversão do cenário atual de degradação e abandono de áreas improdutivas, as propostas apresentam potencial de impacto positivo na vida das famílias da zona rural, cuja situação atual para muitos é o desemprego nas cidades, ou ainda a baixa renda e conseqüente qualidade de vida.  O referido projeto tem por objetivo realizar estudos visando à recuperação de áreas degradadas mediante a seleção e o manejo de espécies arbóreas e arbustivas para sistemas agroflorestais (SAFs); estudos de arranjos agroflorestais e de sistemas de manejo para a recuperação de áreas degradas, bem como SAFs voltados para a produção de grãos, frutos e madeira, além de sistemas silvipastoris.  Os estudos serão realizados em diferentes Estados da Amazônia: Boa Vista, Cantá e Mucajaí (RR), todos os municípios de Rondônia representativos com sistemas agroflorestais, Manaus (AM), Rio Branco (AC), Araguatins (TO), além de diferentes municípios do Pará e Maranhão.  Os referidos municípios e regiões são locais de intensa atividade agrícola, sendo este um fator fundamental para ser analisado, pois, relacionam-se diretamente com as questões em termos dos padrões atuais de degradação dos recursos naturais no ambiente amazônico. O projeto visará a implantação e o monitoramento de técnicas da agrossilvicultura e silvicultura para estudos de recuperação de áreas degradadas em rede, uma vez que cada Estado participante do projeto realizará diferentes atividades, considerando as especificidades regionais. Assim, a metodologia e coleta dos dados para estudos de espécies componentes de sistemas agroflorestais resistentes a doenças, aproveitamento de áreas degradadas, implantação e monitoramento de práticas e diferentes arranjos, bem como a identificação de alternativas economicamente viáveis para a recuperação de áreas degradadas na Amazônia terão diferentes abordagens em cada estado. Experimentos onde serão testados acompanhados diferentes arranjos e práticas de manejo também serão implantados. Em cada Estado será procurado selecionar comunidades ou locais de estudo onde já se exista alguma ação direcionada à recuperação de áreas degradadas, incluindo diferentes instituições parceiras, favorecendo assim o envolvimento de pessoas das comunidades, interação entre pesquisadores e técnicos, de forma a otimizar esforços e recursos.


METAS DO PROJETO DE PESQUISA
  • Inventariar os diversos sistemas agroflorestais em uso na região, desenvolvidos ou não pela Embrapa, seus requisitos e impactos ambientais, e sua adequação as diversas condições ambientais, contribuindo com informações sobre áreas propícias para o plantio de espécies por tipo de solo visando a recuperação de áreas alteradas;
  • Recuperar áreas alteradas com atividades agroflorestais promovendo a valoração econômica e ambiental das propriedades;
  • Testar práticas e arranjos agroflorestais que promovam a reincorporação de áreas degradadas e/ou abandonadas ao processo produtivo agrícola, gerando complementação de renda ao produtor da agricultura familiar;
  • Avaliar o estabelecimento de espécies arbóreas nativas e exóticas sob diferentes espaçamentos na implantação de sistemas silvipastoris no Acre;
  • Descrever sistemas de manejo adotados pelos produtores e sua caracterização, procurando identificar técnicas desenvolvidas pelos mesmos que possam ser aproveitadas para vencer as limitações da pesquisa agronômica;
  • Oferecer e buscar alternativas tecnológicas econômicas e ambientalmente sustentáveis com foco na eliminação do uso de fogo, manipulação da capoeira e uso eficiente dos recursos naturais e insumos agrícolas para a melhoria dos sistemas de produção da agricultura familiar na Amazônia.

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