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Sistemas de manejo florestal madeireiro e não madeireiro

Título do projeto: Sistemas de manejo florestal madeireiro e não-madeireiro
Coordenador: José Natalino Macedo Silva
Instituição executora do projeto de pesquisa/UF: Embrapa Amazônia Oriental
Perfil do grupo de pesquisa: consolidado


RESUMO
Mesmo após três décadas de pesquisa sobre manejo florestal sustentável na Amazônia brasileira, existe ainda um ceticismo generalizado a respeito da eficiência das técnicas recomendadas, não obstante o fato de vários projetos de pesquisa desenvolvidos na região terem mostrado resultados extremamente positivos, especialmente nos métodos de colheita com redução de impactos e no monitoramento do crescimento. Hoje, os avanços são mais significativos no manejo industrial, muito embora, para essa modalidade, exista ainda muitas questões a serem resolvidas, tais como a definição de intensidade de colheita, ciclos de corte, estudos de impactos econômicos, sociais e ambientais, entre outras. Esses avanços, no entanto, precisam se estender ao manejo florestal comunitário e ao manejo de produtos não madeireiros. Quanto a este último as questões vão desde os processos de inventário e intensidade de colheita até os custos e benefícios do manejo. Outro aspecto importante a considerar é o papel das florestas plantadas como fonte de matéria prima para as industrias situadas nas regiões onde a floresta natural já é escassa. O setor produtivo, em algumas regiões, já está investindo em formação de florestas próprias, porém quase sem acompanhamento da pesquisa e sem diretrizes corretas para o seu manejo. Em florestas naturais, as práticas do chamado Bom Manejo são mais eficientes e a custos equivalentes aos das práticas convencionais. Embora resultados de pesquisa tenham sido incorporados à legislação florestal, na prática as empresas madeireiras simplesmente não seguem as diretrizes recomendadas, ou aplicam apenas o mínimo necessário para aprovar os planos de manejo junto ao IBAMA. Os principais fatores que contribuem para a falta de adoção dessas práticas são: falta de treinamento de todo o pessoal envolvido nas atividades do manejo, o número ainda muito reduzido de projetos demonstrativos "vivos", isto é, onde as práticas podem ser observadas no dia a dia, e os ainda ineficazes critérios de análise da formulação de planos de manejo, bem como os critérios inadequados de auditoria de sua execução no campo. Apesar dos problemas encontrados para incentivar a adoção de boas práticas de manejo, o interesse em um manejo florestal mais eficiente tem crescido significativamente nos últimos anos, resultado da abertura de mercados para produtos certificados. Ainda assim o volume proveniente de florestas bem manejadas é apenas 4% do total produzido na Amazônia. Para incentivar ainda mais a adoção de boas práticas é essencial validar e aprimorar Sistemas de Manejo Florestal (SMF), seja para florestas naturais ou plantadas, considerando, entre outros, no caso de florestas naturais, o caráter de utilização dos múltiplos produtos e serviços oferecidos pela floresta. Esses sistemas devem procurar demonstrar as vantagens econômicas, ecológicas e sociais em relação ao manejo convencional. Dentro deste contexto o projeto objetiva desenvolver/adaptar sistemas de manejo para florestas naturais e plantadas da Amazônia brasileira, considerando aspectos tais como o uso múltiplo da floresta, espécies mais adequadas, escala, intensidade e formas de posse da terra. As estratégias metodológicas principais a serem adotadas no projeto são: a utilização de ferramentas silviculturais e gerenciais de manejo a serem introduzidas e utilizadas pelos diferentes atores, o treinamento desses atores em serviço e o caráter participativo da pesquisa. Outro aspecto importante é a utilização do conhecimento já existente desenvolvido por diferentes instituições de pesquisa na Amazônia as quais são chamadas a contribuir para o atingimento dos objetivos do projeto. Espera-se, com este projeto, incrementar a adoção de práticas de bom manejo florestal entre empresas florestais, comunidades e produtores rurais, e diversificar a utilização dos produtos da floresta. Isto deverá gerar mais empregos e renda no meio rural e melhorar a qualidade de vida de pequenos produtores e comunidades.



METAS DO PROJETO DE PESQUISA
  • Desenvolver/validar ferramentas silviculturais e gerenciais para melhorar as práticas de manejo florestal por empresas florestais na Amazônia brasileira;
  • Viabilizar a produção em manejo florestal com sistemas silviculturais adaptados para a escala empresarial e comunitária na Amazônia Ocidental;
  • Compreender o potencial da produção e do manejo de produtos não-madeireiros chaves no contexto de comunidade e de sistemas de manejo industrial;
  • Avaliar a influência dos sistemas de manejo sobre a dinâmica da floresta (crescimento, mortalidade, recrutamento, estrutura e composição florística);
  • Avaliar a performance de espécies arbóreas plantadas no Planalto do Tapajós considerando os aspectos silvicultural, acúmulo de biomassa e nutrientes e qualidade da madeira produzida;
  • Avaliar o impacto das diferentes práticas de manejo florestal sobre a fauna de vertebrados e invertebrados.

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