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Sanidade e ictiopatologia do pirarucu (Arapaima gigas) cultivado na Amazônia: qualidade da água e estresse ambiental

Título do projeto: Sanidade e ictiopatologia do pirarucu (Arapaima gigas) cultivado na Amazônia: qualidade da água e estresse ambiental
Coordenador: Cleusa Suzana Oliveira de Araujo
Instituição executora do projeto de pesquisa /UF: CUNL - AM
Perfil do grupo de pesquisa: emergente


RESUMO
Desenvolver a piscicultura na Amazônia é uma alternativa promissora devido ao tamanho do mercado potencial amazônico, nacional e internacional e as tendências de forte crescimento da demanda, impulsionadas pela redução na oferta das espécies mais apreciadas (Graef, 1995). Várias espécies de peixes da região amazônica têm demonstrado excelente potencial para o cultivo e produção de alimentos, principalmente o pirarucu Arapaima gigas, porém, a deficiência de tecnologia e conhecimentos científicos têm sido os principais entraves relevantes para o sucesso do cultivo. O pirarucu é uma das espécies mais importantes da ictiofauna Amazônica, não somente pelo seu porte, mas também pelo papel histórico que tem desempenhado na pesca e no contexto sócio-econômico da região. Este interesse está relacionado com seu tamanho, considerado principalmente, por suas características evolutivas além de sua importância para o os ecossistemas aquáticos, por ser um predador do topo da cadeia alimentar. A susceptibilidade dos peixes ao estresse e a considerável disseminação de patógenos têm sido uma preocupação constante dos piscicultores que buscam obter uma produção de peixes saudáveis e, como resultado, um desempenho econômico sustentável. Cultivar peixes saudáveis requer que eles sejam capazes de desenvolver mecanismos de defesa contra fortes patógenos.. Os peixes estão entre os organismos que apresentam alta susceptibilidade às infecções parasitárias e bacterianas, não sendo possível evitar a  propagação destas doenças, uma vez que os agentes patogênicos ocorrem naturalmente no ambiente aquático. Esses fatos impulsionaram os estudos da icitioparasitologia, particularmente no que toca aos aspectos taxonômicos, porém sem maiores considerações com outros aspectos da patogenia ou patologia envolvidos e os elevados prejuízos que acarretam. Assim, muito pouco se conhece sobre as espécies de parasitos patogênicos do A. gigas, um dos principais peixes cultivados na Amazônia, bem como a respeito de sua sanidade ou higidez. Daí advém à necessidade de criação de um banco de dados sobre os parasitos em geral que infestam este hospedeiro, bem como das linhagens bacterianas viáveis para resolver um dos gargalos na produção comercial desta espécie. Um dos procedimentos para o estabelecimento de um plano de manejo adequado para o cultivo deste importante peixe e tropical passa antes pelo conhecimento dos possíveis patógenos, que ele alberga, principalmente as bactérias, de maneira que possam ser desenvolvidas vacinas, com o intuito de evitar epizootias durante o cultivo deste peixe, cujas doenças parecem ocorrer principalmente durante as primeiras fases da sua cadeia produtiva (alevinagem). A profilaxia, o diagnóstico e o controle dessas enfermidades são de suma importância, uma vez que podem comprometer criações resultando em grandes prejuízos. O desenvolvimento de técnicas para evitar transtornos à saúde dos peixes cultivados é objeto de interesse comum entre pesquisadores e criadores. O presente projeto visa o diagnóstico da situação epidemiológica e sanitária dos estabelecimentos de cultivo para que se possa interferir de forma eficiente no processo, ampliando pesquisas na área de patologia, imunologia e imunonutrição do pirarucu, além de aperfeiçoar a área de microbiologia e biotecnologia aplicada com o desenvolvimento de vacinas e medicamentos específicos para peixes usados na alimentação humana.



METAS DO PROJETO DE PESQUISA
  • Identificar as espécies de parasitos que acometem o pirarucu quando cultivado;
  • Identificar e registrar as bactérias potencialmente patogênicas que acometem o pirarucu quando mantido em cativeiro;
  • Verificar a eficácia de terapêuticos no controle de enfermidades no pirarucu mantido em cativeiro, bem como as possíveis alterações hematológicas provocadas por eles.

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