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ATALI - Alternativas para alimentação de peixes da Amazônia: uso de subprodutos agroflorestais e resíduos de pescado

Título do projeto: Alternativas para alimentação de peixes da Amazônia: uso de subprodutos agroflorestais e resíduos de pescado.
Coordenador: Paulo Henrique Rocha Aride
Instituição executora do projeto de pesquisa /UF: Centro Universitário Nilton Lins – AM
Perfil do grupo de pesquisa: emergente


RESUMO
A preocupação nacional tem sido, recentemente, acerca da obtenção de alimento nutritivamente rico e saudável para população, além de tentar oferecer um meio de obtenção de renda a pessoas carentes e, ainda, promover o desenvolvimento sustentável das regiões. Entretanto, a ligação entre essas vertentes ainda, não acontece. Ao considerar, que a piscicultura é uma prática amplamente desenvolvida no país e, que possibilita sanar parte do problema, podemos apontá-la como uma ótima tecnologia para obtenção de proteína animal de boa qualidade e fonte de emprego. Na região Amazônica, a piscicultura é uma atividade com grande potencial, considerando-se o consumo de pescado pela população local e a sobre-pesca de espécies com alto valor comercial. Entretanto, como em qualquer outra atividade, seus custos são geralmente altos, atenuando seu satisfatório desenvolvimento. Alguns estudos apontam a alimentação como sendo o principal fator responsável pelos custos onerosos, podendo ser atribuído até 80% dos gastos. Neste sentido, estudos têm sido realizados no intuito de encontrar alternativas que garantam um bom desempenho dos animais, mas com custos reduzidos. Apesar de vários trabalhos indicarem a preferência dos peixes por frutos e sementes e de ter sido demonstrado em laboratório que peixes alimentados com substituição total ou parcial da ração por frutos apresentam crescimento e estado de saúde adequada e melhor resposta ao estresse, este tipo de alimento continua sendo subutilizado. Além disso, não há histórico na literatura do uso destes para outros fins senão produção de com postagem orgânica (adubo), mesmo a região apresentar grande diversidade de frutos e produtos agrícolas. Da mesma forma, os resíduos obtidos nas indústrias pesqueiras e aquícolas não são aproveitados, sendo despejados em diversos ambientes, podendo ocasionar eutrofização artificial, potencializando a poluição. Tendo em vista a dificuldade de obtenção de alimento alternativo para criação de peixes e, considerando que vários subprodutos e os resíduos de pesca são subutilizados, este projeto propõe agregar valores econômicos a produtos, normalmente descartados pela população, no intuito de estabelecer um maior e/ou melhor, aproveitamento, desta forma para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.


METAS DO PROJETO DE PESQUISA
  • Avaliar o efeito das dietas suplementadas com produtos agroflorestais: arroz (Oriza sativa), mandioca (Manihot sp.), açaí (Euterpe oleracea), camu-camu (Myrciaria dubia) e maracujá (Passiflora sp.) e com resíduos da pesca e piscicultura no crescimento do tambaqui (Colossoma macropomum) e do pirarucu (Arapaima gigas);
  • Avaliar o efeito das dietas suplementadas com produtos agroflorestais: arroz (Oriza sativa), mandioca (Manihot sp.), açaí (Euterpe oleracea), camu-camu (Myrciaria dubia) e maracujá (Passiflora sp.) e com resíduos da pesca e piscicultura sobre os aspectos fisiológicos e bioquímicos do tambaqui (Colossoma macropomum) e do pirarucu (A. gigas);
  • Avaliar o efeito das dietas suplementadas com produtos agroflorestais: arroz (Oriza sativa), mandioca (Manihot sp.), açaí (Euterpe oleracea), camu-camu (Myrciaria dubia) e maracujá (Passiflora sp.) sobre o estresse natatório do tambaqui (Colossoma macropomum) e do pirarucu (Arapaima gigas);
  • Determinar a composição bromatológica das rações e dos animais experimentais;
  • Avaliar o efeito das dietas suplementadas com produtos agroflorestais: arroz (Oriza sativa), mandioca (Manihot sp.), açaí (Euterpe oleracea), camu-camu (Myrciaria dubia) e maracujá (Passiflora sp.) sobre o desempenho zootécnico do tambaqui (Colossoma macropomum) e do pirarucu (Arapaima gigas) em tanques-rede com diferentes densidades;
  • Obter dois hidrolisados biológicos utilizando as farinhas de peixe proveniente do processamento industrial e semi-artesanal. Determinara a composição química do hidrolisado e realizar as análises microbiológicas no resíduo, na farinha de peixe e no hidrolisado. Formular dietas a partir de hidrolisados para juvenis de pirarucu (A. gigas).

Arquivos
  Cronograma do Projeto de Pesquisa
  Slide sobre Projeto apresentado na primeira reunuão da Sub-rede
  Projeto: Alternativas para alimentação de peixes da Amazônia: uso de subprodutos agroflorestais e resíduos de pescado.
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