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Projeto "É brincando que se faz saúde".
  Avaliação in vitro da atividade antimalárica de moléculas bioativas extraídas de plantas encontradas na Reserva Biológica do Uatumã, Amazônia Central

Projeto de Pesquisa: Avaliação in vitro da atividade antimalárica de moléculas bioativas extraídas de plantas da Reserva Biológica do Uatumã, Amazônia Central.
Coordenador: Pedro Paulo Ribeiro Vieira
Instituição Executora do Projeto de Pesquisa/UF: FMTAM - AM


RESUMO
A malária é considerada um dos maiores problemas de saúde pública de escala global. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorrem cerca de 500 milhões de novos casos desta doença parasitária anualmente, que chega a matar 1,1 milhões de pacientes. É estimado que 40% da população mundial vive em áreas de risco de infecção. Na África onde ocorrem mais de 90% dos casos relatados, os óbitos relacionados com a malária ocorrem principalmente em crianças menores de cinco anos de idade. Gestantes, adultos jovens e viajantes também incluem-se em grupos de alto risco de infecção (TRIGG & KONDRACHINE, 1998). Uma vez que a ação terapêutica de drogas antimaláricas permanece como o principal instrumento de combate e controle da malária em áreas endêmicas, a avaliação da atividade in vitro dos medicamentos de primeira e segunda linha de tratamento, assim como a descoberta de novas substâncias com propriedades antimaláricas são atividades essências no êxito dessas ações de controle. Com o aumento da resistência dos plasmódios à cloroquina, iniciou-se o uso de outros medicamentos na terapia antimalárica. Paralelamente, as plantas medicinais sempre foram fontes de substâncias e novas estruturas moleculares com mecanismos de ação específicos e úteis no tratamento da malária. Como exemplos podemos citar o quinino, isolado da Cinchona spp. (quinas) e a artemisinina, isolada da Artemisia annua (e seus derivados semi-sintéticos como o arteméter, arteéter e artesunate de sódio). Além disso, as plantas são fontes ricas de substâncias importantes no controle de insetos vetores da malária e outras doenças. Como exemplos temos as piretrinas (derivados do ácido crisantâmico), isoladas originalmente de Chrysanthemum spp. e a azadiractina (uma substância antifágica), isolada das folhas de Azadirachta indica, bem como, a substância inseticida rotenona, isolada de Derris spp. O Brasil é o pais com a maior parte da floresta Amazônica no seu território nacional e essa região conta com uma diversidade de plantas utilizadas no combate da malária pelas populações locais e de regiões vizinhas. Já foram publicados diversos levantamentos bibliográficos sobre as plantas utilizadas (Milliken, 1997), porém, até o presente momento, nenhuma droga antimalárica foi desenvolvida a partir dessa riqueza natural do pais. Este trabalho intenta exatamente contribuir para o preenchimento desta lacuna, a partir de implementação, em larga escala, de metodologia de cultivo e análises laboratoriais do parasita Plasmodium falciparum, padronizadas pela Gerencia de malária da Fundação de Medicina Tropica do Amazonasl em colaboração com o laboratório de química do INPA (LAPAAM) que estará fazendo o isolamento de moléculas bioativas provenientes de extratos de plantas encontradas na Reserva Biológica  Uatumã, na Amazônia Central. Utilizaremos metodologias conhecidas de análise (adaptação em cultivo in vitro, testes para a inibição do crescimento de P. falciparum, detecção imunoenzimática e por radionuclídeos de crescimento in vitro do parasito, amplificação genômica e seqüenciamento automático de marcadores moleculares de quimiorresistência), amplamente descritas na literatura, objetivando a caracterização de atividade antimalárica em extratos de plantas oriundas da referida região (valores precisos de IC50 que indiquem o nível de suscetibilidade in vitro às moléculas testadas) , o que contribuirá positivamente para o melhor conhecimento das mesmas, assim como para aspectos sócio-ambientais relacionados ao uso e preservação das plantas de onde são isoladas.

METAS DO PROJETO DE PESQUISA
  • Screening de extratos de plantas vegetais da reserva Ducke e Uatumã, para atividade antimalárica.
  • Verificar a susceptibilidade in vitro de isolados de P. falciparum frente às biomoléculas estudadas a fim de estabelecer quais seriam as substâncias mais geralmente eficazes na inibição de parasitas provenientes do Estado do Amazonas.
  • Comparar a atividade antimalárica in vitro das moléculas bioativas obtidas a partir de sua influência no crescimento in vitro de parasitas provenientes de diferentes áreas malarígenas do planeta através de estudos de inibição in vitro envolvendo cepas padronizadas.
  • Utilizar modelo in vitro para relacionar as concentrações inibitórias obtidas com moléculas bioativas de origem vegetal,e seus derivados, com os medicamentos utillizados na primeira linha de tratamento da malária no Estado do Amazonas.
  • Adaptar protocolos de teste in vitro que permitam a obtenção de avaliação de susceptibilidade antimalárica em larga escala, apartir da aplicação de metodologias imunoenzimáticas e de de incorporação de radionuclídeos no DNA dos parasitos.
Arquivos
  Cronograma do Projeto de Pesquisa 4
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