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Resumo dos Testes de Enfardamento

Em 1991 a Copersucar iniciou estudo para avaliar a viabilidade de se recolher a palha deixada no campo após a colheita da cana crua (Figura 2). A idéia era testar algumas enfardadoras e determinar seu desempenho. A necessidade de modificações ou desenvolvimento de outro equipamento para o recolhimento da palha da cana-de-açúcar, seria avaliada após os testes. Com o início do programa GEF, estas informações foram importantes para a seleção da enfardadora a ser utilizada nos testes do programa.

Figura 2 - Colheita de Cana Crua

A Tabela 9 apresenta um resumo dos testes de enfardamento da palha de cana (folhas verdes, folhas secas e ponteiros), realizados com enfardadoras Sode JS-90, Semeato ROL-1518 e New Holland NH-570, a primeira e segunda de fardos cilíndricos e a terceira de fardos retangulares pequenos. Testes iniciais dão uma indicação do desempenho das três máquinas, cada uma com um sistema diferente de compactação. As enfardadoras testadas foram alugadas ou emprestadas por um curto período de testes. Os testes, conduzidos de acordo com a disponibilidade de enfardadoras e das usinas envolvidas, eram realizados dois a três dias após a colheita de cana crua.

Algumas outras informações sobre os fardos foram reunidas na Tabela 10.

Tabela 9 - Descrição dos Equipamentos

Fabricante Enfardadora Tipo de Fardo Sistema de Enfardamento Aleiramento

Capacida-de enfarda-dora

(t/h)

Sode

Cilíndrico

Rolos

Sim

1,8

JS-90

 

Fixos

Não

2,0

Semeato

Cilíndrico

Correias

Sim

2,7

ROL-1518

Grande

Tencionadas

Não

1,0

New Holland

Retangular

Prensa

Sim

9,0

NH-570

Pequeno

 

Não

3,0

Figura 3 - Enfardadora Sode JS-90 em Operação

Tabela 10 - Informações sobre o Fardo Tabela 11b - Custos Estimados (Continua da 11a)

Enfardadora Aleiramento Peso médio do fardo (kgf) Densidade do fardo (kg/m3 ) Quantidade de terra no fardo (%)

JS-90

Sim

105,8

118,0

5,6

 

Não

119,3

129,3

2,8

ROL-1518

Sim

285,4

94,7

6,2

 

Não

260,0

107,5

2,3

NH-570

Sim

15,0

112,0

º

 

Não

º

º

º

Para a enfardadora Sode JS-90, foi feita uma estimativa de custo. Estes dados (Tabela 11a e 11b) são aproximados pois os testes foram conduzidos por um curto período, e assim, muitos parâmetros foram estimados.

Tabela 11a - Custos estimados enfardadora Sode JS-90, por tonelada de palha seca
transportada para a usina, distância média 10 km do campo.

Enfardadora Aleiramento

Custo de Aleirar
(US$/t)

Custo de Enfardar (US$/t)

Custo do Fio
(US$/t)

JS-90

Sim

1,3

9,6

1,8

Não

0,0

8,7

1,5

Figura 4 - Área após Aleiramento e Início de Enfardamento (JS-90)

Tabela 11b - Custos Estimados (Continua da 11a)

Enfardadora Aleiramento Custo de Carregar (US$/t)

Custo de Transporte
(US$/t)

Custo Total (US$/t)

JS-90

Sim

2,4

4,7

19,8

Não

2,0

3,9

16,1

Figura 5 - Carregamento de Fardos (JS-90)

Os resultados dos testes, e os problemas operacionais, indicam que o sistema de enfardamento das enfardadoras de fardos retangulares é o mais indicado. Primeiro, devido à maior capacidade operacional, segundo devido à maior facilidade de operar com a palha e pedaços de cana, e terceiro, devido à melhor ocupação do espaço da carroceria do caminhão de transporte pelos fardos. Entretanto, a dificuldade de se recolher a grande quantidade de fardos retangulares pequenos no campo e empilhá-los no caminhão, indicou o uso de fardos retangulares grandes.

Alta densidade é uma qualidade desejável do fardo, uma vez que assim pode-se recolher e transportar mais material por unidade de tempo e volume, reduzindo os custos. Apesar dos fardos retangulares pequenos terem uma boa densidade, espera-se que utilizando enfardadoras de fardos retangulares grandes, a densidade possa ser elevada para 170 kgf/m3, mesmo com palha de baixa umidade.

Ao contrário dos fardos cilíndricos, os fardos retangulares possuem baixa resistência às intempéries e devem ser removidos para área coberta o mais breve possível. Se os fardos tiverem de ser estocados no campo, sem proteção, deve-se utilizar fardos cilíndricos.

Apesar dos testes com palha não aleirada fornecerem melhores resultados que nas áreas aleiradas, na operação com a enfardadora Sode JS-90, normalmente a operação de aleiramento é muito importante para melhorar a capacidade de enfardamento e reduzir os danos ao sistema recolhedor, que pode trabalhar afastado do solo. Isto não ocorreu nos testes com o equipamento da Sode devido às excelentes condições da área, que permitiram altas velocidades de trabalho.

Outra vantagem do aleiramento é a de evitar a propagação do fogo no caso de incêndios acidentais.

Com base nos resultados destes testes, na safra (98/99), a Copersucar testará uma enfardadora de fardos retangulares grandes, como previsto no projeto GEF.

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