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Brasil e Angola estudam cooperação em TICs e na área espacial
23/10/2009 - 15:35

O secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias, recebeu ontem (22), em Brasília, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias da Informação de Angola, José Carvalho da Rocha, que veio ao Brasil, em busca de cooperação internacional nas áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Espacial.

No encontro o MCT sugeriu outras áreas de cooperação como, por exemplo, os Fundos Setoriais de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que propiciam mecanismos de estímulo ao fortalecimento do sistema de C&T nacional, além do sistema brasileiro de TV Digital.

Elias enfatizou a importância da parceria com países do Continente africano, principalmente com aqueles que têm uma economia similar a do Brasil e que se encontram em desenvolvimento. “Considero uma parceria com a Angola extremamente proveitosa. Fazemos acordos de cooperação com países desenvolvidos e em desenvolvimento. Mas, considero nossas parcerias com esses últimos, mais eficientes. Isso porque temos desafios parecidos. Nossa caminhada em busca de diversas áreas da economia também”, destacou.

O secretário executivo mostrou aos angolanos como o Brasil estruturou seu plano de C&T. Explicou que foi baseado em quatro eixos temáticos: a expansão e a consolidação do Sistema Nacional de C,T&I; a promoção de inovação tecnológica nas empresas; a produção, o desenvolvimento e a inovação (P,D&I) em áreas estratégicas e ainda o direcionamento de C,T&I para o desenvolvimento social. “Além desse plano, temos no Brasil agências que fomentam a pesquisa e desenvolvimento industrial como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e a Capes”, lembrou. 

Elias citou o exemplo de sucesso da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT), que liga as principais instituições de ensino do País por meio de uma rede de alta velocidade. “Temos a RNP que hoje faz a ligação entre as principais metrópoles. Nessa área de tecnologia temos ainda em centro de desenvolvimento de circuitos integrados. A Ceitec já produziu inclusive o chip do boi, que é uma forma de rastreabilidade de todo o nosso rebanho bovino”, enfatizou.

Seped

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped), Luiz Antonio Barreto de Castro, presente no encontro, disse que o Brasil pode contribuir significativamente com o exemplo de incentivo ao fortalecimento da ciência e tecnologia. “Nossa experiência mais importante a transmitir é como o Brasil ampliou seus investimentos em C&T. Conseguimos a criação dos fundos setoriais. Os países africanos precisam convencer seus parlamentos a criar esses fundos. Estive em Uganda há pouco tempo, levantei essa temáticas, de como fazer com os parlamentares daquele país pudessem adotar planos de desenvolvimento a longo prazo”, disse.

AEB

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, falou da área espacial e dos termos de cooperação feitos com a China, Argentina e Alemanha. Disse ainda que a Agência sustenta hoje a meta de fomentar a indústria interna e ser fornecedora de tecnologia para o sistema espacial mundial. “Somos um País com uma área espacial também recente, mas já conseguimos muitos avanços. Construímos dois satélites (Cbers 1 e 2) em parceria com outros países. Hoje, estamos fabricando os Cbers 3 e 4, com tecnologia praticamente toda nacional”, lembrou.

Ganem falou também da Base de Lançamento de Foguetes de Alcântara, nio Maranhão. “Temos uma infraestrutura em São José dos Campos e agora estamos implementando um centro de lançamento de foguetes em Alcântara”, destacou.

Angola

O ministro da Angola, José Carvalho da Rocha, destacou a importância da cooperação na área espacial. “Temos uma missão que nos foi delegada pelo presidente de nosso país que é procurarmos avançar em tecnologia espacial e criar um plano estruturado que envolva diversos setores da economia. Entendemos que essa área colocou vários países como potências mundiais”, frisou.

Rocha adiantou ainda que pretende estabelecer a cooperação internacional nas áreas de meteorologia e geofísica. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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