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Dilma destaca integração do Cemaden e Cenad em plano de prevenção a desastres naturais
08/08/2012 - 21:14

Durante o lançamento do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, nesta quarta-feira (8), a presidenta Dilma Rousseff ressaltou a importância de uma ação integrada entre o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad/MI) e o Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) para a prevenção de desastres naturais e a redução do tempo de resposta a ocorrências.

Para a presidenta, estas ações constituem o principal eixo de atuação do governo federal dentro do plano. “É, de fato, uma articulação que implica uma mobilização de quase todos os ministérios do meu governo. Eu tenho certeza de que este centro e esta ligação entre o Cenad, o que se opera no Cemaden, e todas as relações com as defesas civis, são o eixo principal no qual nós atuamos”. 

Com o objetivo de garantir segurança às populações de áreas sujeitas a desastres naturais, o plano prevê investimentos de R$ 18,8 bilhões. Desse montante, R$ 15,6 bilhões serão utilizados em prevenção, R$ 2,6 bilhões em resposta, R$ 362 milhões em monitoramento e alerta, e R$ 162 milhões em mapeamento.

Além de Dilma Rouseff, o eventou contou com a presença dos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, da Defesa, Celso Amorim, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. Também estiveram presentes, os governadores Sérgio Cabral (Rio de Janeiro), Eduardo Campos (Pernambuco), Antonio Anastasia (Minas Gerais), Wilson Martins (Piauí), Ricardo Coutinho (Paraíba), Teotonio Vilela (Alagoas), João Raimundo Colombo (Santa Catarina) e Marcelo Déda (Sergipe).

Monitoramento e alerta

No eixo de monitoramento e alerta do plano, estão previstas ações como a ampliação da rede de observação e da estruturação do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad); implantação de salas de situação para monitoramento hidrológico pela Agência Nacional de Águas (ANA) nos estados, visando fortalecer o Sistema de Monitoramento e Alerta. Nessa estrutura, o Cemaden enviará ao Cenad alertas de possíveis ocorrências de desastres nas áreas de risco mapeadas. O Cenad, por sua vez, transmitirá os alertas aos estados e municípios e oferecerá apoio nas ações de resposta a desastres.

Para a consolidação da estrutura de monitoramento e alertas estão previstos investimentos, como a aquisição de nove radares meteorológicos e 4.100 pluviômetros. Dilma acrescentou que esses equipamentos, além da defesa civil, serão os responsáveis pelo monitoramento de todo o país. “Eu penso que nós temos que recorrer aos mais sofisticados recursos tecnológicos que cubram o território nacional. Nesse sentido, estamos adquirindo nove radares meteorológicos porque, na avaliação dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação [MCTI] e da Defesa [MD], este conjunto irá cobrir o território nacional. Nós precisamos colocar à disposição os mais de 4 mil pluviômetros porque, junto com o treinamento da defesa civil, conseguiremos fazer um duplo monitoramento”.

Para o auxílio no monitoramento e envio de alertas, serão adquiridos 500 sensores de umidade de solo para instalação nas plataformas de coleta de dados dos pluviômetros, para intensificar o monitoramento; 286 estações hidrológicas, com webcams, distribuídas conforme a disposição das bacias hidrográficas para auxílio no controle de enchentes e inundações; 100 estações agrometeorológicas para monitoramento e previsão de colapso de safras da agricultura de subsistência e de crises de abastecimento de água, em virtude de secas severas; 286 conjuntos de instrumentação geotécnica para monitoramento de áreas de risco de deslizamento. Também estão previstos investimentos em pesquisa e desenvolvimento multidisciplinar, tecnologias da informação e comunicação (TICs) e Engenharia.

Oportunidade

Segundo a presidenta Dilma, o governo federal pretende também estimular a indústria nacional a desenvolver produtos que possam colaborar nesta engrenagem de comunicação e prevenção. “Eu quero destacar que os investimentos que faremos também são uma oportunidade para que a gente desenvolva tecnologias no Brasil, tanto no que se refere a pluviômetros, radares, como a todas as outras necessidades de TI que nós temos, pois elas serão bastante significativas. Nós vimos que isso é um elemento importante. Ao entrar eu fui alertada que a informação no combate ao desastre é estratégica”.

A presidenta manifestou a expectativa de que toda a produção da estrutura de comunicação móvel seja efetuada no país, no curto prazo. “Nós teremos estruturas de comunicação móveis e essas podem ser feitas por completo no país, já que parte delas já é. Nós queremos que integralmente sejam feitas no Brasil”.

Ação imediata

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, ressaltou a capacidade do Cemaden, na ação imediata de prevenção através da emissão de alertas, pode minimizar os efeitos dos desastres naturais. “Isso vai contribuir, como já ocorreu no início deste ano”. Segundo Raupp, “à medida que os municípios são mapeados e os dados repassados ao Cemaden, é possível desenvolver toda a rede de observação nestas áreas e fazer um planejamento de acordo com cada situação real”.

O ministro acrescentou que “estabelecendo esse sistema, o monitoramento é realizado permanentemente por sensores como estações meteorológicas, radares, pluviômetros, estações geotécnicas, que medem efeitos da chuva, antecipando riscos entre duas e seis horas e, no caso de seca, com dois meses de antecedência”.

Ao comparar o investimento no setor de monitoramento e alerta ao restante destinado para o plano, Raupp  disse que o montante é investido de forma estratégica, evitando desperdícios de recursos públicos no futuro. “R$ 362 milhões é muito pequeno comparado ao montante que tem que ser investido com o prejuízo causado nos efeitos dos desastres, sendo assim, esse investimento é estratégico, pois está ali no ponto sensível, que é a conexão de toda esta integração”.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, destacou o esforço na integração entre os diversos interlocutores do plano e elogiou a atuação do Cemaden, que deve preservar vidas. “Eu destacaria que o governo integrado trabalhando junto é um grande passo. Eu acho que esta integração é mais visível, sobretudo naquilo que a presidente apostou muito, que foi melhorar a capacidade brasileira de predição. Você pode salvar vidas antecipando com a informação e nós temos muitos instrumentos. Estas informações precisavam ser agregadas, analisadas, avaliadas, qualificadas, daí a ideia do Cemaden e a integração com o Cenad, que já trabalha a informação tratada e antecipada”, concluiu.


                                             Texto: Ricardo Abel - Ascom do MCTI (atualizado em 09/08/2012 às 11:07)

Outras Imagens
Raupp discursa no lançamento do Plano Foto: Giba
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Raupp apresenta detalhes do Plano. Foto: Giba
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Raupp faz contato virtual com secretário Nobre Foto: Giba
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