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Para Raupp, Embrapii tem missão similar à da Embrapa e outro contexto
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A comemoração do 40º aniversário da Embrapa. Foto: Augusto Coelho/Ascom do MCTI
25/04/2013 - 00:32
Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) “tem tudo” a aprender com a experiência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que foi uma das principais referências para a iniciativa. Na comemoração dos 40 anos da organização ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ele comentou que a principal diferença reside justamente nos avanços concretizados no período.

“O papel que a Embrapii terá para o setor industrial é o que a Embrapa desempenhou na agropecuária”, comentou, após a cerimônia em Brasília, na noite desta quarta-feira (24). “Mas o momento é diferente. São quatro décadas de diferença. Hoje, as universidades e os institutos de ciência e tecnologia têm muita estrutura. Nós vamos aproveitar essa infraestrutura e abri-la à pesquisa industrial.”

A Embrapa é uma empresa pública e tem 47 unidades descentralizadas, 14 escritórios de negócios e duas unidades de produção. Para a Embrapii, o governo federal e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) optaram pelo modelo de organização social (OS).

O ministro destacou que o setor agropecuário é um dos que o Plano Inova Empresa trata como estratégicos, com R$ 3 bilhões previstos (de um total de R$ 32,9 bilhões), e que as duas instituições poderão efetivar parcerias.

Acordos

Um dos acordos assinados na solenidade, com o objetivo de revitalizar o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), envolve apoio do MCTI. Trata-se de cooperação entre a Embrapa e o Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa) para implementação da Aliança Para Inovação Agropecuária. Outra novidade foi o lançamento do Sistema Agropensa, plataforma para delineamento de cenários prospectivos e identificação de tendências do setor agropecuário. Leia mais.

O pioneirismo da Embrapa em aportar o conhecimento à esfera produtiva, enfrentando desafios nacionais e produzindo resultados econômicos e sociais, foi a tônica dos discursos da noite.  Foi destacado o contraste entre a situação em 1973 (ano de fundação da empresa), com o Brasil como produtor tecnicamente limitado e importador de alimentos, e em 2013, como referência em agricultura tropical e grande exportador desses produtos. Um dos pontos lembrados foi o domínio de técnicas que permitiram estender o cultivo a novas regiões, em particular do Cerrado.

“Em 40 anos, multiplicamos praticamente por seis nossa safra”, ressaltou o presidente da empresa pública, Maurício Lopes. Ele disse que, depois de séculos de dependência tecnológica e adesão a ideias estrangeiras, a agricultura baseada em ciência foi alavancada e o país passou a priorizar a incorporação de tecnologia, os ganhos de produtividade e a sustentabilidade. “Estas não são realizações de uma única instituição, pois a catedral do conhecimento não é obra de um único artífice. O que celebramos nesta noite é a sinergia entre todos os segmentos do setor público e do setor produtivo”, disse. Na avaliação de Lopes, a verdadeira revolução produtiva será dimensionada quando a assistência técnica e social alcançar a todos os produtores. 

O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, enfatizou o impacto social das verbas destinadas à Embrapa. “Para cada real investido na empresa em 2012, R$ 7,80 retornaram à sociedade brasileira na forma de tecnologias, conhecimento e empregos”, afirmou. Para a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o enfrentamento das mudanças climáticas exigirá novos investimentos intensivos em pesquisa. Ela citou o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao Semiárido como uma das próximas missões da agronomia nacional.

Em homenagem organizada para os parceiros da instituição aniversariante, o Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CNPq/MCTI) foi o escolhido entre os órgãos nacionais de financiamento à pesquisa. A agência foi representada por seu presidente, Glaucius Oliva.

 

Texto: Pedro Biondi – Ascom do MCTI

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