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Governo federal ouve empresa sobre futuro centro global de pesquisa
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A presidenta da GE no Brasil, Adriana Machado, apresenta o projeto. Foto: Giba/Ascom do MCTI
29/04/2013 - 16:55
O centro global de pesquisa da companhia General Eletric (GE) na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, tem conclusão prevista para 2014. A pedido do governo federal, a presidenta da empresa no Brasil, Adriana Machado, apresentou nesta segunda-feira (29), no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o histórico e o andamento da iniciativa, anunciada em 2010.

Segundo o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, o empreendimento tem grande relevância no processo de atração de centros globais de pesquisa e desenvolvimento para o país. “A GE se comprometeu não só com o investimento para a estruturação do centro, mas principalmente com a contratação de engenheiros especialistas no Brasil”, lembrou.

“A iniciativa, inegavelmente, tem rebatimento dentro do Plano Inova Empresa, que lançamos recentemente com um conjunto de ministérios”, disse Elias. “Lá, estava clara a ideia de construir uma matriz pela qual pudessem ser fortalecidas cadeias produtivas transversais, com impacto significativo nas cadeias que a própria GE serve no Brasil, como energia, petróleo e gás, aviação e saúde.”

O Brasil é o quinto país do mundo a receber um centro global de pesquisa da GE, depois de Estados Unidos, Alemanha, China e Índia. A companhia planeja investir R$ 500 milhões em cinco anos no empreendimento da Ilha do Fundão, que, na opinião de Elias, deve se transformar no maior polo de inovação da América Latina, “pela capacidade que o pré-sal gera na atração de empresas”.

Quando ficar pronta, a unidade da GE terá como vizinhos o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ). Por enquanto, a companhia aluga um espaço no parque tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para o qual contratou uma centena de pesquisadores nas áreas de bioenergia, petróleo e gás, integração de sistemas e sistemas inteligentes.

Pelos planos da companhia, a posição geográfica do empreendimento não deve interferir no alcance de seus impactos. “Apesar de o centro estar localizado fisicamente no Rio de Janeiro, ele está sendo projetado para atender toda a América Latina”, argumentou Adriana Machado. “E nós começamos a demonstrar isso contratando funcionários de várias partes do Brasil.”

Esforço conjunto

A presidenta da GE recordou que a parceria da empresa com o governo começou em 2009, quando a General Eletric nacional pediu ajuda ao MCTI para convencer a companhia a investir no país. “Conseguimos mostrar que o Brasil estava pronto, sim, para receber o quinto centro de pesquisa da GE no mundo, e que tinha os talentos necessários, um ecossistema de inovação, a proteção da propriedade intelectual, todos aqueles aspectos que as empresas normalmente olham ao definir um investimento grande como esse”, afirmou.

Presente no Brasil desde 1919, a GE tem atualmente 14 unidades em três estados – Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A companhia emprega 300 mil pessoas em mais de 100 países. No ano passado, investiu US$ 5,4 bilhões (6% de sua receita) em pesquisa e desenvolvimento.

Na reunião desta segunda-feira, líderes de centros de excelência ligados ao empreendimento relataram o andamento das pesquisas no espaço instalado na UFRJ. As discussões envolveram representantes dos ministérios de Minas e Energia e da Defesa, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Também compareceram ao encontro o diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) Gerson Gomes, o diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, e o secretário adjunto de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Adalberto Fazzio.

 

Texto: Rodrigo PdGuerra – Ascom do MCTI

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A reunião presidida pelo secretário executivo Luiz Antonio Elias. Foto: Giba/Ascom do MCTI
A reunião presidida pelo secretário executivo Luiz Antonio Elias. Foto: Giba/Ascom do MCTI
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