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Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa:
No âmbito dessa parceria foi firmado, em 2000, um acordo entre a FINEP e a Embrapa Meio Ambiente para desenvolvimento do projeto “Caracterização e Avaliação de Práticas, Processos e Tecnologias de Produção Agropecuária quanto às Emissões de Gases de Efeito Estufa”, que compreende: a) caracterizar sistemas de produção de bovinos no Brasil, como atividade fonte de emissão de gases de efeito estufa; b) avaliar os efeitos de sistemas de produção de bovinos de leite sobre emissões de metano a partir da atividade ruminal de animais de diferentes categorias; c) avaliar o impacto da elevação da pressão de pastejo de bovinos de corte em pastagens extensivas de braquiária nas taxas de emissão de N2O e CH4 do solo e no estoque de C do solo (emissão de CO2); d) avaliar o impacto da introdução de leguminosas forrageiras em pastagens extensivas de braquiária, nas taxas de emissão de N2O e CH4 do solo e no estoque de C do solo (emissão de CO2); e) avaliar o impacto da conversão de sistemas convencionais em sistema de plantio direto sobre as emissões de N2O e CH4 do solo e no estoque de C do solo (emissão de CO2); f) avaliar o efeito de diferentes espécies de cobertura e da fertilização do solo em sistemas de plantio direto, sobre as emissões de CO2, N2O e CH4; g) analisar o potencial de emissão e de redução de gases de efeito estufa em sistemas de produção agropecuária no Brasil; e h) divulgar resultados obtidos no projeto em documentos, artigos, resumos, palestras. A agricultura e a pecuária contribuem para as emissões antrópicas de gases de efeito estufa, como metano (CH4), monóxido de carbono (CO), óxido nitroso (N2O) e óxidos de nitrogênio (NOx). O aumento da concentração desses gases na atmosfera tem sido associado ao aquecimento da superfície terrestre, sendo que uma atenção internacional está agora voltada à redução do aumento exponencial da produção de gases e à mitigação do aquecimento global. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, criada em 1992, da qual o Brasil é signatário, requer dos países membros a realização de inventários periódicos de emissões de gases gerados por atividades agrícolas, industriais e urbanas, e também dos sumidouros desses gases, visando a estabilização das concentrações atmosféricas de gases-traço. O processo de fermentação entérica da pecuária ruminante e os dejetos desta, o cultivo de arroz irrigado por inundação, a queima de resíduos agrícolas, bem como o uso agrícola dos solos são considerados as principais fontes de emissões de gases de efeito estufa gerados pelo setor agropecuário. No Brasil, são raros os estudos de quantificação das emissões de gases a partir desses sistemas, assim como as técnicas, processos e práticas agropecuárias que influenciam tais emissões são muito pouco conhecidas. Este projeto realizará avaliações de práticas e técnicas agropecuárias que influenciam as emissões de gases de efeito estufa, visando identificar aquelas de menor taxa de geração de emissões. O orçamento previsto para essa parceria foi de R$ 548.800,00 (quinhentos e quarenta e oito mil e oitocentos reais), sendo R$ 219.300,00 (duzentos e dezenove mil e trezentos reais) oriundos do MCT/Programa Mudanças Climáticas e o restante, no valor de R$ 329.500,00 (trezentos e vinte e nove mil e quinhentos reais), oriundos de contrapartida das instituições parceiras. O prazo para desenvolvimento desse projeto foi estabelecido em 03 (três) anos. |