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Projeto Genoma Brasileiro /Redes Regionais de Estudos Genômicos
O MCT e o CNPq lançaram, em dezembro de 2000, o Projeto Genoma Brasileiro com a participação de 25 laboratórios de biologia molecular e um de bioinformática, distribuídos em todas as regiões geográficas do país. Atualmente o projeto está sob a coordenação da Dra. Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos.
Inicialmente o Projeto teve como objetivo ampliar a competência, em âmbito nacional, nas atividades de pesquisa e manipulação de genoma, com o apoio financeiro para infra-estrutura laboratorial, formação de recursos humanos especializados e desenvolvimento de trabalhos multiinstitucionais. Para a análise das seqüências de nucleotídeos e de proteínas, o Projeto conta com o apoio do Laboratório de Bioinformática (LABINFO) do Laboratório Nacional de Computação Científica do Ministério da Ciência e Tecnologia (LNCC/MCT). Informações mais detalhadas poderão ser obtidas no seguinte endereço eletrônico: http://www.brgene.lncc.br/
Essa rede de pesquisa já sequenciou o genoma da bactéria Chromobacterium violaceum, microorganismo de vida livre freqüentemente encontrada no solo e na água em regiões tropicais e sub-tropicais, e que apresenta características interessantes para as áreas ambiental, industrial e de saúde humana.
Nesta fase do projeto registrou-se 29 patentes. Os genes decifrados, entre eles 11 seqüências polinucleotídeas com potencial biotecnológico, foram depositados no banco de dados do National Institute of Health (NIH - Genbank) norte-americano.
O segundo organismo seqüenciado foi a bactéria Mycoplasma synoviae que causa doenças endêmicas e são transmitidos verticalmente através de ovos contaminados de aves infectadas.
A partir de 2004, esta rede de pesquisa começou a trabalhar com a genomica funcional, com o objetivo de validar vários pedidos de patentes.
Em 2006 começa a terceira fase do Projeto Genoma Brasileiro. Desta vez, a rede terá o desafio de fazer o sequenciamento do Genoma de Anopheles darlingi, o mosquito transmissor da malária nas Américas e compará-lo com o mosquito africano.
Redes Regionais de Estudos Genômicos
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), apoiou também a implantação de redes regionais para realizar estudos de genomas de organismos de interesse social, econômico e regional.
O objetivo da criação destas redes foi possibilitar a incorporação de grupos potencialmente promissores aos núcleos de excelência reconhecida no país, estimulando a prática da pesquisa em equipe e ampliando as oportunidades de formação e capacitação de recursos humanos, além de oferecer subsídios para o aperfeiçoamento da produção agropecuária e a solução de problemas da saúde e do meio ambiente.
Foram organizadas 9 redes de pesquisa, localizadas nas várias regiões brasileiras:
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