O Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio/Amazônia Oriental) assinou mais um acordo de cooperação técnico-científica para a instalação de um novo Núcleo Regional, dessa vez, no estado do Mato Grosso
O Núcleo Regional da Amazônia Meridional (Nuram), nome dado ao novo núcleo, ficará sob a coordenação da Dra. Célia Regina Araújo Soares, da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat), e é o terceiro núcleo do PPBio/Amazônia Oriental.
A base de pesquisa onde serão realizados os trabalhos do PPBIo será o Parque Nacional do Juruena, uma área com 1,9 milhões de hectares (o terceiro maior parna do país), onde podem ser encontradas fauna e flora de transição entre a floresta amazônica e o cerrado.
O acordo de cooperação foi assinado pelo Coordenador Adjunto do PPBio e vice-diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG, Dr. Nilson Gabas Jr., que representou também o Ministério da Ciência e Tecnologia, pelos doutores Francisco Tarquinioi Daltro, Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec); Antônio Carlos Camacho, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), e Taisir Mahmudo Karim, reitor da Unemat.
A assinatura do acordo de cooperação foi presenciada por diversas autoridades do estado do Mato Grosso e contou também com a presença da coordenadora do Componente de Inventários do PPBIo, Dra Marlucia Martins, e da coordenadora do Núcleo do Mato Grosso, Dra. Célia Araújo.
Segundo o Dr. Nilson Gabas Jr., a criação de mais um núcleo demonstra “ um crescimento exponencial tanto das atividades, como dos interessados em participar do PPBio, que é um programa muito bem pensado tanto da parte de inventários como de coleções”, explica.
Gabas Jr antecipa que o Programa já estuda a implantação de novos núcleos, possivelmente em Tocantins e Santarém.
“A região de Santarém é estratégica e seria muito produtiva ao PPBio. Lá, por exemplo, há uma torre do Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (Large Scale Biosphere-Atmosphere Experiment in Amazonia, LBA), um núcleo de estudos da Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) e, em breve, um escritório do Instituto Butantan, um centro de pesquisa de Biologia e Biomedicina, de São Paulo”, finaliza Gabas.