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A Noruega deixou-se encantar pelo sistema brasileiro de monitoramento da floresta por satélite desenvolvido e operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT). Esta sedução garantiu a doação de até US$ 1 bilhão para aplicação no Fundo Amazônia formalizada, na última terça-feira (13), numa solenidade no Palácio do Planalto pelo primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg. De início serão doados US$ 20 milhões, mais US$ 120 milhões que serão depositados nos próximos 12 meses.
O Fundo Amazônia foi criado com o intuito de captar recursos nos mercados interno e externo para aplicá-los em programas de desenvolvimento sustentável, em pesquisa e inovação tecnológica buscando garantir a conservação da biodiversidade amazonense.
Vigilância por satélite
O Inpe, com 20 anos de história, é reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo no monitoramento do desmatamento na Amazônia, tendo como base as imagens capturadas por satélites. Utiliza-se do Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes), considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, com captação anual de 4 milhões de km² de áreas florestais. Seu resultado mostra a taxa média e a estimativa da extensão do desflorestamento da Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região.
O monitoramento orbital de focos de calor é outro instrumento importante usado para proteger a maior reserva do planeta. Ele fornece dados ao Programa de Prevenção e Controle às Queimadas e Incêndios Florestais no Arco do Desflorestamento (Proarco), sob a responsabilidade do Ibama.
Já o sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), operado pelo Inpe desde 2004, utiliza-se de sensores com alta freqüência de observação que facilita o rápido o acesso aos dados coletados e os transmite aos órgãos de controle ambiental, que trabalham na contenção do desmatamento.
Com informações do Inpe
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