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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, atribuiu a queda de 22% no desmatamento ilegal da Amazônia ao maior rigor e à regularidade nas operações de fiscalização do Ibama, entre outros pontos. A informação foi divulgada no último dia 29, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT).
Segundo os dados, foram desmatados 587 Km² no mês de setembro na Amazônia Legal, sendo que Mato Grosso (216,3 Km2), Pará (126,8 Km2) e Maranhão (97,2 km2) lideram a lista entre os nove estados avaliados. Em agosto, foi registrado pelo Inpe 756 Km² de desmatamento ilegal na mesma região.
Em relação à 2007, também é de 22% a redução do desmatamento acumulado nos meses de junho, julho, agosto e setembro de 2008. O Inpe, nesse período, registrou 3.256 Km² desmatados em 2007 e 2.539 km² em 2008. "Foi a maior queda nesses últimos meses desde que há o controle do Inpe", afirmou."É sempre melhor diminuir do que aumentar, mas 500 km² de desmatamento em um só mês é inadmissível", disse o ministro, ao comentar os números em entrevista coletiva no Ministério do Meio Ambiente.
Segundo Minc, apenas nos meses de agosto e setembro, foram realizadas 37 operações do Ibama na Amazônia que resultaram em mais de R$ 212 milhões em multas aplicadas, em 720 autos de infração, na apreensão de mais de 18 mil m³ de madeira e toras e no embargo de nove serrarias. Ele afirmou ainda que o MMA e o Ibama vão intensificar as operações de fiscalização na região, mantendo o ritmo de uma operação a cada dez dias nas regiões mais críticas apontadas pelo Deter. "Nos próximos dias eu vou participar de três operações fortes em Rondônia, Mato Grosso e no Amazonas, mas o Ibama vai realizar várias outras sem a minha presença", adiantou.
Ainda com o objetivo de reforçar a repressão ao crime ambiental, o ministro agendou para essa semana uma reunião com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para negociar mais apoio às operações de fiscalização do Ibama com a instalação de outras seis barreiras rodoviárias em entroncamentos estratégicos dentro e fora da Amazônia. "Antes, a gente estava pegando só serrarias, mas agora estamos atuando também em desmatamento e entroncamentos e os resultados estão surgindo", informou Minc.
Fundo Amazônia
Uma das maiores preocupações manifestadas pelo ministro Carlos Minc diz respeito à criação de oportunidades sustentáveis de trabalho para a população que vive na Amazônia Legal. Segundo ele, somente com a oferta de outras opções de sustento será possível reverter o grave quadro de devastação da floresta.
Ele aposta nos recursos do Fundo Amazônia como um forte instrumento para viabilizar uma nova realidade de trabalho na região. Minc adiantou que, além da Noruega - que já se comprometeu a doar US$ 1 bilhão até 2012 ao Fundo, outras três grandes empresas brasileiras da área de energia, de logística e outros países estão articulando contribuições expressivas. "A princípio a crise financeira mundial não mudou os humores dos nossos doadores", avaliou.
Com informações do MMA
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